PENSANDO NO CÉU – 39º DIA
Dom, 15 de Fevereiro de 2009 08:35
Administrador
“Todavia, como está escrito: Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que O amam” I Coríntios 2:9. “Todas as coisas boas”, dizem as pessoas, “algum dia têm que acabar”. Mas isso não é verdade. De fato, as melhores coisas nunca acabam. O céu, nosso futuro lar, é uma bênção que durará eternamente. Nosso companheirismo com o Senhor nunca acabará. Nosso prazer de estar com os outros nunca acabará. Nossa alegria e gozo de coração nunca acabarão. Nosso serviço para o Rei dos reis nunca acabará. A empolgação e a aventura de explorar o esplendor e beleza nunca imaginados de nosso novo lar nunca, nunca acabarão. Assim como muitas coisas de valor espiritual durável, o conceito de céu é zombado e distorcido pela nossa cultura. Nós juntamos isso com piadas sobre São Pedro e colocamos em nossas mentes com nuvens brancas, anjos bonitinhos e pessoas entediadas andando em volta de roupão. Mas Jesus nos ensinou isso de outra maneira. Ele proclamou o céu como um lugar real. Prometeu a Seus discípulos; “Não se turbe o vosso coração... Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” João 14:1 a 3. O lugar que nosso Senhor preparou é muito mais esplêndido do que qualquer lugar que nossa família - ou qualquer família - já viveu na terra. As Escrituras falam sobre ruas de ouro, portões de pérola e paredes de jaspe com brilhantes, refletindo todas as cores do arco-íris. As mais lindas paisagens na terra - altas montanhas, mares impetuosos, grandes campos de trigo dourado balançando com o vento - são só sombras do que o céu será. O apóstolo João celebra tais maravilhas nos dois últimos capítulos da Bíblia. Quando você lê o que os outros discípulos disseram sobre elas, percebe que ele estava lutando para colocar tudo aquilo em palavras. O coração de todas as maravilhas do céu, entretanto, é Jesus Cristo. Jesus estará lá na casa de nosso Pai. Ele espera por nós desde já, neste exato instante. Há uma música antiga que diz; “Onde Jesus está ali é o céu”. Sem Ele, os esplendores seriam apenas paisagens vazias. O mais profundo desejo do meu coração é que toda a minha família esteja junta eternamente no céu. Não é esse o seu desejo também? Suponho que você já ouviu uma crítica dizendo que alguém “pensa muito no céu para ter algum bem na Terra”. Mas eu não acho que esse é o nosso problema nos dias de hoje. Acho que pensamos muita na Terra e perdemos muito dos bens do céu! Nossas mentes ficam muito elevadas e preocupadas com o que é temporário e haverá de passar. Preocupamo-nos com coisas que, na longa corrida, não importam nem um pouco. Tornamo-nos desencorajados e covardes. Perdemos nossa perspectiva e aparentemente, nosso caminho. Recomendo que você desenvolva o hábito de pensar no céu. Você já se pegou esperando ansiosamente por uma viagem ou férias? Só pensar em onde você estará, o que estará fazendo ou com quem você estará pode aliviar seu coração, não é? Pode ajudá-lo a superar alguns dos momentos difíceis. Pode dar a você aquele pequeno vislumbre do que está por vir. Por que seria diferente com o céu? O céu é um lugar real, como também é o verdadeiro destino de todos aqueles que foram comprados com o sangue de Jesus Cristo. Jesus pessoalmente fez nossa reserva e já está lá preparando nossas acomodações. (Dá pra imaginar isso?) Nossa estadia no céu não passará rápido como acontece com as boas férias; nunca acabará. Tendo isso em mente, tentei lembrar de algumas coisas sobre como manter o céu em vista pode mudar sua vida. Pensar no céu fará você recordar de pessoas que você ama. “Porque haverá o grito de comando, e a voz do arcanjo, e o som da trombeta de Deus, e então o próprio Senhor descerá do Céu. Aqueles que morreram crendo em Cristo ressuscitarão primeiro. Então nós, os que estivermos vivos, seremos levados nas nuvens, junto com eles, para nos encontrarmos com o Senhor no ar. E assim ficaremos sempre com o Senhor” I Tessalonicenses 4:16 e 17. Pensar no céu te afastará da vida carnal. “Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra. Porque vocês já morreram, e a vida de vocês está escondida com Cristo, que está unido com Deus. Cristo é a verdadeira vida de vocês, e, quando Ele aparecer, vocês aparecerão e tomarão parte na Sua glória. Portanto, matem os desejos deste mundo que agem em vocês, isto é, a imoralidade sexual, a indecência, as paixões más, os maus desejos e a cobiça, porque a cobiça é um tipo de idolatria” Colossenses 3:2 a 5. Pensar no céu trará alegria para o seu coração. “Certamente a Tua bondade e o Teu amor ficarão comigo enquanto eu viver. E na Tua casa, ó Senhor, morarei todos os dias da minha vida” Salmo 23:6. Pensar no céu ajudará você a preservar e honrar seus compromissos. “Fiz o melhor que pude na corrida, cheguei até o fim, conservei a fé. E agora está me esperando o prêmio da vitória, o prêmio que o Senhor, o justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos os que esperam, com amor, a Sua vinda” II Timóteo 4:7 e 8. Pensar no céu lembrará você de onde investir tempo, talentos e tesouros. “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las. Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês” Mateus 6:19 a 21. Pensar no céu trará paz, não importa quão horríveis possam ser suas circunstâncias aqui. “Vocês participaram do sofrimento dos prisioneiros. E, quando tudo o que vocês tinham foi tirado, vocês suportaram isso com alegria porque sabiam que possuíam uma coisa muito melhor, que dura para sempre” Hebreus 10:34. Pensar no céu e suas recompensas moldará suas prioridades. “Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga” Mateus 19:21. Pensar nas belezas e alegrias do céu nos dá algo para esperar ansiosamente. “O anjo também me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro e que passa no meio da rua principal da cidade. Em cada lado do rio está a árvore da vida, que dá doze frutas por ano, isto é, uma por mês. Ali não haverá mais noite, e não precisarão nem da luz de candelabros nem da luz do sol, pois o Senhor Deus brilhará sobre eles. E reinarão para todo o sempre” Apocalipse 22:1, 2 e 5. Pensar no céu pode sustentar você frente a um grande sofrimento ou na sombra da morte. “Quanto a mim, a hora já chegou de eu ser sacrificado, e já é tempo de deixar esta vida. O Senhor me livrará de todo o mal e me levará em segurança para o Seu reino celestial. A Ele seja dada a glória para todo o sempre! Amem!” II Timóteo 4:6 e 18. Você não pode esquecer: ONDE JESUS ESTÁ ALI É O CÉU. Lições que aprendi hoje: ________________________________ Colocando em prática Aquilo que você ama controlará os seus pensamentos, consequentemente suas ações. Espero que você pense no céu diariamente. Isso levantará seu olhar e elevará todo o foco de sua vida. Isso é o que eu quero para você e essa é a minha oração diária!
PORÇÃO DIÁRIA DE MANÁ – 38º DIA
Dom, 15 de Fevereiro de 2009 08:35
Administrador
O livro de receitas da Sra. Moisés certamente tem uma seção especial: “As mil e uma maneiras de preparar maná”. Se eu não tivesse perdido as contas, ela tentou ao todo noventa e nove vezes. Tal como os abacaxis estão para o Havaí e a soja para o Mato Grosso, o maná esteve para os hebreus perambulantes por quarenta fatigantes anos (Ex.16:35). Eles o ferviam, assavam, grelhavam, faziam churrasco, passavam manteiga e o comiam como pão. Comia frio, quente, cru, cozido, fatiado para sanduíches, assado em tortas e borrifados em seu cereal. Tudo o que você imaginar eles faziam com o maná. Quando se ajuntavam para comer, não perguntavam: “O Que teremos para a ceia?”, mas “Como ele foi preparado?” A hora da refeição era tão excitante quanto esperar a pintura secar ou escutar as atas da última assembléia. O som mais comum ao redor da mesa não era o da boca mastigando, mas o das reclamações. Oh, como eles o odiavam. Números 11 diz que realmente perdiam seu apetite porque estavam enjoados daquele maná. Todo mundo se lembrava dos peixes, pepinos, alhos, cebolas e melões que haviam ficado para trás, no Egito e você tem que ser bastante miserável para sonhar com uma combinação de pratos como essa. Espere um pouco! Focalizemos aquela cena. Uma olhada mais de perto nas circunstâncias desenha um cenário completamente diferente. Deixe-me explicar. Aquele povo não teve que trabalhar por sua comida e roupas, em nenhum dia daqueles quarenta anos! Todas as manhãs, ao invés de irem recolher o jornal como você e eu fazemos, eles ajuntavam os mantimentos do dia, entregues bem em suas portas. Por quarenta anos! Não havia inflação, impostos e longas filas até o caixa. Somente uma constante e diária provisão de comida nutritiva. De fato, Deus o chamou de o pão dos céus ... o pão dos anjos (Sl.78:24 e 25). Acompanhando este milagre matinal estava a nuvem fiel de dia e o confortante fogo de noite que hes dava visível segurança da presença e proteção de Deus. Quando a sede vinha, Ele a saciava com água que fluía das pedras como rios. Aquelas pessoas gozavam de um serviço de bufê permanente sem custos, limites, trabalho ou desagrado. Tudo o que tinham de fazer era aparecer, admirar, comer e se limpar. Apesar de tudo isso, chegaram ao ponto de se indignarem com o pão preparado pelos anjos. Como já têm muito, eles agora não querem mais. Tendo abundância, agora desejam variedade. Tendo se cansado do maná, agora querem uma refeição. Êxodo 16:4 nos dá uma percepção frequentemente ignorada: “Disse porém, o Senhor à Moisés: ' Eu lhes farei chover pão dos céus. O povo sairá e recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia. Com isso os porei à prova...'”. Olhe cuidadosamente para as cinco ultimas palavras. O maná era mais do que parecia ser - era basicamente um teste. Era o exame de Deus, cuidadosamente planejado, sabiamente implementado e administrado em uma base diária (note especialmente no versículo diariamente). Deus projetou aquela dieta para ser um teste dia após dia, semana após semana de sua obediência, paciência e determinação em perseverar apesar da monotonia do maná. O resultado dos exames veio com um “F” bem vermelho. Monotonia da vida. A vida é muito diária. Os testes que chegam em um segundo e que não duram mais que uma breve corrida raramente produzem mais do que um breve impacto. Mas as maratonas - implacáveis, incessantes, persistentes e contínuos testes que não acabam - machucam, mas constroem o caráter. Desde que a virtude não é hereditária, Deus distribui seu teste do maná para cada santo em cada geração, esperando ver se haverá um apetite divino para aceitar uma comida divina. Se encontrar o caminho de Deus na imprevisibilidade das tempestades faz nossa fé crescer plenamente, então confiar na sabedoria de Deus na vida diária faz com que ela cresça, profunda e forte. Qualquer que seja suas circunstâncias não importam quão longas aonde quer que esteja, trago esse lembrete: Quanto mais fortes forem os ventos, quanto mais profundas forem as raízes e quanto mais duros os ventos... mais bela é a arvore. Você não pode esquecer: ACEITAR COM GRATIDÃO NOSSA PORÇÃO DIÁRIA DE MANÁ. Lições que aprendi hoje: ____________________________________________ Colocando em prática Tente comer arroz, ovos e ricota por três refeições seguidas para saber como os Israelitas se sentiram comendo maná dia após dia. Abasteça alguém de comida essa semana entregando uma refeição, sacola de mantimentos ou convidando-o para jantar. Conte a essa pessoa sobre essa tarefa e também algo que aprendeu hoje. Ao invés de lamentar e reclamar sobre aquele serviço ou emprego chato (ex: levar o lixo para fora de novo), faça isso com o coração grato. Seja feliz por ter esse emprego, essa responsabilidade, essa força, etc.
|
AMANHÃ, TALVEZ – 37º DIA
Dom, 15 de Fevereiro de 2009 08:34
Administrador
Permita-me apresentar-lhe uma ladra profissional. Provavelmente você nunca irá distinguir essa pequena e ligeira moça no meio da multidão, mas muitos, ao longo dos anos, se referiram a ela como uma formidável gigante. Rápida como laser e silenciosa como a luz da lua, ela pode invadir facilmente. Uma vez dentro, seus modos agradáveis irão cativar sua atenção. Você irá tratá-la como uma das suas melhores amigas. Mas fique atento. Ela vai limpá-lo, sem o mínimo de remorso. Sendo um mestre da esperteza, a bandida irá rearranjar os fatos o suficiente para ganhar a sua simpatia. Quando os outros chamarem sua atenção acerca de seu caráter, você se verá não somente acreditando nela, mas também agindo em sua defesa e apoio. Tarde demais, você conseguirá enxergar através de sua astúcia e dar-lhe crédito como a mais inteligente das ladras. Alguns nem mesmo percebem que foram atacados por ela. Vão para o túmulo de braços dados com o mesmo ladrão que roubou as suas vidas. Seu nome? Procrastinação. Sua especialidade? Roubar tempo e incentivo. Ela vem e troca valores inestimáveis por substitutos fajutos: desculpas, racionalizações, promessas vazias, embaraço e culpa. Como a maioria dos marginais, essa profissional o atinge quando você está desprevenido no momento quando relaxa as defesas. Você acorda num sábado de manhã. Foi uma semana horrível. As insistentes vozes das tarefas ainda não terminadas ecoam em sua cabeça lutando por sua atenção. Subitamente sua co-artista aparece e começa a barganhar com você. Ao pôr-do-sol ela foi embora, e também o seu dia, e sua esperança. Você pisa na balança do banheiro e não acredita. O marcador está mostrando a verdade, mas a ladra oferece outra interpretação. Roubando a sua motivação, ela sussurra a palavra mágica - amanhã - e você vai procurar um doce para celebrar a sua filosofia: Nunca faça hoje o que você pode fazer amanhã. Você se depara com uma decisão crucial noutra tarde. Ela tem sido construída por duas semanas. Você a ignorou, se esquivou, adiou, mas não há mais como fugir. Hoje é o dia “D”. Você se comprometeu. Trinta minutos antes do prazo final, essa ladra lhe oferece um álibi perfeito e atrás dessa defesa a sua decisão escorrega para outro dia. Nenhuma despesa é mais bem paga. Nenhum mentiroso é mais respeitado. Nenhum ladrão é mais recompensado. Nenhum gigante é mais bem tratado. Você sabe que ela sempre ganha, mesmo você estando ciente que é uma grande fora-da-lei. Ela pode convencer qualquer estudante a esquecer a lição de casa, um executivo a desfazer acordos. Ela pode convencer qualquer dona de casa a negligenciar as louças e qualquer pai a não disciplinar seus filhos. Ela pode impedir qualquer vendedor de efetuar uma venda. Ela tem uma estratégia e concentra todos os seus esforços em um único objetivo: a derrota. Através do admirável mecanismo da sugestão, ela se torna o símbolo do que destrói: o sucesso. Houve um político chamado Félix. Ele foi um governante no primeiro século. Em sua presença estava um prisioneiro chamado Paulo. Em duas ocasiões diferentes, Félix ouviu Paulo contar sua história, apresentando em termos simples a questão da fé em Jesus Cristo. Félix ouviu cada palavra mas negligenciou a mensagem com comentários similares: “Quando chegar o comandante Lísias, decidirei o caso de vocês” Atos 24:22. “Basta, por enquanto! Pode sair. Quando achar conveniente, mandarei chamá-lo de novo” Atos 24:25. O governante ouviu Paulo, mas escutou a ladra. Ele intencionalmente adiou o mais significante momento de sua vida - uma decisão que ele nunca iria esquecer. Nunca. Por quê? Porque ele ouviu o conselheiro errado. Foi somente uma sugestão encoberta. Não era uma mentira descarada, como “Não existe céu” ou “Não existe inferno”. Foi somente “Não existe pressa”. Mas uma vez a ladra ganhou outra vitória para a derrota. “Como eu posso ganhar?”, você pergunta. Qual é o segredo - a fórmula para escapar da intimidadora rede dessa ladra? Como impedir que o gigante invada e entre? É realmente muito simples... tão simples que você não acredita. Tudo gira em torno de uma palavra, talvez a palavra mais fácil de ser usada em nossa linguagem. Quando utilizada apropriadamente, ela carrega mais peso que uma tonelada de boas intenções. A ladra não consegue suportar o som dela. Essa palavra faz com que a procrastinação recue, totalmente frustrada. Se você usá-la constantemente, pode até ficar cansado de ouvi-la e deixá-la em paz. Curioso? Vou fazer um acordo com você. Eu lhe digo a palavra se prometer usá-la na próxima vez que for tentado a ouvir essa falsa conselheira. Entretanto, há um porém. Talvez seja fácil dizê-la mas vai requerer toda a disciplina que tem para realmente vivê-la. Implementá-la vai exigir, na verdade, um poder que só Deus pode lhe dar. A palavra é “Agora”. Você não pode esquecer: NÃO DEIXE PARA AMANHÃ O QUE VOCÊ TEM QUE FAZER AGORA. Lições que aprendi hoje: _______________________________ Colocando em prática Liste dois projetos com duração de um dia que você tenha adiado; escolha um e complete-o até amanhã. Não faça nenhum outro plano, até que tenha completado aqueles que tem adiado. Escreva uma carta hoje para alguém que tem planejando escrever a meses talvez anos. Faça isso agora.
RIR – TESTEMUNHO CATIVANTE – 36º DIA
Dom, 15 de Fevereiro de 2009 08:33
Administrador
Se você me perguntar, acho que rir é tão justo e sagrado quanto orar, ou pregar, ou testemunhar. Mas rir é um testemunho de várias formas. Mas tem gente sendo enganada por uma mente perturbada, que pensa que o riso e a diversão são carnais, ou até mesmo questionáveis. Esse é um dos mais afiados dardos de Satanás e, pelos olhares, pelas longas linhas em nossas faces, alguns de nós foram atingidos várias vezes. Na verdade, é triste ver crentes sombrios e severos, reprimindo o humor e abafando risadas. Parecer rígido e severo não é nada novo. A fraternidade dos ranzinzas começou no primeiro século. Seus membros fundadores faziam parte de uma corrente religiosa chamada fariseus. Eu nem preciso lembrar-lhe que as mais duras palavras de Jesus foram dirigidas a eles. Seu estilo de vida super-sério, ritualmente rígido, nauseava nosso Senhor. Isso me leva a um outro ponto, a imagem que os artistas passavam de Jesus Cristo, perpetuamente sombrio, frequentemente deprimido. Você não vai conseguir me convencer que, durante trinta e três anos como carpinteiro e disciplinador dos doze, Ele nunca deu uma boa risada. Não seria reconfortante vermos algumas pinturas de Jesus rindo com seus companheiros? Com certeza isso não é heresia! Visualize mentalmente Martinho Lutero, o reformador. O que você vê? Uma face severa, dentes cerrados, um lutador carrancudo, com seu punho alemão fechado e levantando contra o que estava errado? Não é verdade! Muitos de seus biógrafos nos informam que ele transbordava uma irrestrita e transparente sinceridade, simples e clara honestidade, cheio de bom humor e jovialidade. Não é difícil perceber porque ele atraiu as pessoas oprimidas e maltratadas daquela época, assim como mel atrai abelhas. O reformador, como você pode ver, não tinha medo de sorrir. Em uma palavra, por mais surpreendente que possa parecer, Lutero era cativante. Vamos tentar outro nome famoso: Charles Haddon Spurgeon, o grande pregador de Londres. O que você vê? Um austero pastor que acusou todo o peso do pecado dentro da Inglaterra? Tente outra vez! Spurgeon era caricato. Seu estilo era tão largado que ele era sempre criticado por estar às bordas da frivolidade no púlpito. Certos colegas enraivecidos protestavam contra o seu hábito de introduzir humor em suas mensagens. Com brilho nos olhos, ele respondeu: “Se vocês soubessem o quanto eu deixo de falar, estariam me elogiando... Este pregador acha que é menor crime produzir um riso momentâneo do que meia hora de profundo sono”. Spurgeon amava profundamente a vida. Seu som favorito era o de uma risada e frequentemente ele dava gargalhadas em pleno púlpito de algo que considerasse engraçado. Ele infectou as pessoas com o germe da alegria. Aqueles que desenvolveram a doença sentiram seu fardo mais leve e sua vida cristã mais alegre. Como Lutero, Spurgeon era cativante. E que tal pensar em Ellen G. White?! A maioria dos jovens tem uma impressão negativa dessa mensageira do Senhor. Porque, na maioria de nossas igrejas, a irmã White, como a chamamos com intimidade, é usada para “bater” nos jovens. Mas nada mais longe da verdade. Uma mulher que criou e foi amada por dezesseis adolescentes (que não eram suas filhas) seria carrancuda e séria? Pois saiba que Ellen White tinha senso de humor. Uma vez estava pregando, e seu filho Guilherme (que era seu secretário, na época) estava sentado no púlpito atrás dela. De repente, ela percebeu que o auditório estava segurando um sorriso e olhando para o lado, atrás dela. Quando ela se virou, viu Guilherme “pescando”. A sra. White abaixou o tom de voz e disse para a congregação: - Irmãos, não se preocupem! Quando ele pequeno, eu levava dentro de um cesto, e o colocava ao lado do púlpito enquanto pregava. Ele dormia o culto inteiro. Ele cresceu, porém não perdeu o hábito! Aqui estava uma mulher cativante! Cativante. Que qualidade magnética, gostosa, atraente... é aquele carisma... aquela habilidade de conseguir trazer alegria e genuíno prazer em tudo. Quando o professor a tem, os estudantes adoram as aulas. Quando um dentista ou médico a tem, seu consultório permanece lotado. Quando um vendedor possui tal habilidade, fica com câimbras na mão de tanto preencher recibos. Se um pastor a tem, a igreja é considerada amigável. Quando um treinador a tem, o time reflete isso. Quando um dono de restaurante tem, o público sabe. Quando os pais têm, os filhos demonstram. Ser cativante motiva. Isso retira as amarras de nossa vida diária. Alivia a realidade. Ser cativante simplifica. As coisas subitamente se tornam menos complicadas, menos severas, menos entediantes. A luz no fim do túnel passa a ser mais significante do que a escuridão que leva até ela. Ser cativante encoraja. Sem ignorar os erros, focalizamos os benefícios, as esperanças, as respostas. Mesmo quando devemos lidar com desapontamentos profundos ou negativas retumbantes, nos levantamos, e recusamos a passar a noite em tais companhias. O humor cativante é um bem sem preço na vida de um missionário. Para dizer a verdade, não será um bom missionário quem não tem a habilidade de sorrir nas mais diversas e difíceis situações. Alguma alma ranzinza e neurótica está lendo isso agora e dizendo: “Bem, alguém tem que fazer o serviço. A vida é mais do que brincar num carrossel. O riso é permitido para colegiais - mas adultos, especialmente os crentes, têm como obrigação permanecerem sérios”. Tudo bem. Isso é sério. Não é tudo piada. Ninguém vai discutir que a vida tem suas cobranças e que ser maduro envolve disciplina e responsabilidade. Mas quem disse que temos que ter uma úlcera e nos conduzir (e também aos outros) à destruição no processo de completar o papel que Deus nos deu? Ninguém é menos eficiente ou mais incompetente do que uma pessoa à beira de um ataque de nervos, que não tem diversão, que está alimentando uma úlcera nervosa, que se tornou fantoche nas brutas mãos das responsabilidades implacáveis, que começou uma cruzada solitária por sabe-se lá o que, que perdeu a habilidade de relaxar, rir, e “estragar tudo” sem sentir culpa. Nossos hospitais estão cheios - literalmente entupidos - com vítimas da filosofia de vida do “vamos cortar fora a diversão”. E hoje, honestamente, eles não são um bem para a sociedade, nem para a causa de Cristo. Isso não é uma crítica é a realidade. Quando digo senso de humor, não estou me referindo aos desagradáveis, inapropriados e vulgares trejeitos, nem à conversa boba e tola. Quero dizer aquele que é um ingrediente necessário da graça expressões agradáveis ou pensamentos prazerosos - que elevam nossos espíritos e iluminam nosso dia. Como o “ser cativante” é cultivado e comunicado em nossos lares e em nossos relacionamentos? Que medidas práticas podem ser tomadas para acabar com nosso mau-humor? Sugiro três projetos específicos: 1.Comece o dia com palavras alegres. Sua família precisa ser a primeira a se beneficiar. Não é preciso dançar como palhaço ou contar piadas para seu cônjuge sonolento. Somente seja agradável em seus comentários, alegre em seus cumprimentos. Quando estiver saindo da cama, agradeça a Deus por Seu amor... por Seus suaves lembretes de que esse novo dia está sob o Seu comando. Diga e reflita sobre essa verdade: Deus me ama. 2. Sorria mais frequentemente. Não consigo pensar em muitas ocasiões em que um sorriso não é bem-vindo. Desenvolva uma fisionomia alegre. Uma face fechada repele. Um sorriso aproxima e atrai. Deus lhe deu esse presente que irradia encorajamento. Não tenha medo de se soltar, quebrar essa máscara de concreto sorria. Você poderia até mesmo soltar uma ou duas risadas esse mês para começar a pegar o jeito. 3. Expresse pelo menos um comentário de apreciação para cada pessoa que você encontrar durante o dia. Como cristão você quer compartilhar o amor de Cristo. Quer aliviar corações que se encontram pesados. O reconhecimento fortifica e dizê-lo também. Não se concentre nas fraquezas dos outros. Peça ao Senhor para que o faça genuinamente interessado nos outros ao invés de ficar tão ocupado consigo mesmo. Peça que o capacite a assumir o risco e agir. Para que seja cativante através de você. Por causa da tristeza e seriedade que nos cerca, acredito firmemente que precisamos de outra boa dose dos conselhos de Salomão. Ouçam o mais sábio filho de Davi: “A alegria do coração transparece no rosto, mas o coração angustiado oprime o espírito. Todos os dias do oprimido são infelizes, mas o coração bem disposto está sempre em festa” Provérbios 15:13 e 15. “O coração bem disposto é remédio eficiente [no hebraico diz “ causa uma boa cura”], mas o espírito oprimido resseca os ossos”. Provérbios 17:22. Agora, honestamente... como anda seu senso de humor? Os tempos que temos vivido estão começando a afetar você sua atitude, sua face, seu exterior? Se não tem certeza, pergunte àqueles que vivem sobre o mesmo teto que você, eles vão lhe dizer! Salomão também fala sem rodeios. Ele (sob a influência do Espírito Santo) diz que três coisas acontecerão na vida daqueles que perdem a capacidade de apreciá-la: (1) um espírito quebrantado, (2) falta de cura interior, e (3) ossos secos. Que triste retrato de um crente! Será que você começou a ser tornar um crente amargurado, impaciente, crítico? Sua família está começando a se comportar como empregados de uma funerária? O Senhor aponta um caminho melhor - um caminho onde se pode ser cativante. “Um coração alegre” é o que nós precisamos...e rapidamente. Você não pode esquecer: O humor cativante é um bem sem preço na vida de um crente. Lições que aprendi hoje: Colocando em prática Todo dia, às 15h30, faça uma pausa para a criatividade (pare tudo o que estiver fazendo e encontre outra pessoa, se possível) e mantenha cinco minutos de piadas ou boa conversa. Atire bolinhas de papel, leia revista em quadrinhos - ou melhor ainda - converse com alguém que você não conheça muito bem. Ria, ria sozinho, e veja se outras pessoas riem com você. Ofereça um sorriso e uma palavra agradável a cada pessoa que você encontrar essa manhã.
|