Chega o sábado à noite e os amigos estão reunidos, pensando em alguma atividade recreativa. Até que alguém sugere: "Que tal assistirmos a um filme?" Os demais concordam com a idéia e vão até a locadora para escolher um DVD. E agora? O que alugar? Que critérios utilizar?
"A escolha de um filme para assistir não é simplesmente uma decisão do tipo “o que faremos hoje à noite?” Essa é uma escolha que causa impacto em nossa vida espiritual. Portanto, antes de alugar um vídeo ou assistir a um filme pela TV, leve em consideração as dicas do capítulo 7 do livro "Os Bastidores da Mídia" do escritor Michelson Borges. Ou clique aqui para ler o "Em Foco" sobre as dicas para escolher bons filmes.
A maioria das dicas dos filmes contidas nesse setor foram publicados no site do escritor Michelson Borges e o mesmo autorizou a publicação no seu site Jovem Adventista. Você também poderá interagir contribuindo com seus comentários sobre os filmes.
UM SONHO POSSÍVEL
Sáb, 21 de Agosto de 2010 21:47
Michelson Borges
Se não fosse uma história real, eu a consideraria quase inverossímil, mas como é, pode-se dizer que se trata de um bom exemplo de como os seres humanos ainda podem manifestar amor desinteressado – tão desinteressado que chega a levantar suspeitas. É o que acontece no filme “Um Sonho Possível”, estrelado por Sandra Bulluck, no papel que lhe concedeu o Globo de Ouro de melhor atriz em 2010. A família de Leigh Anne Touhy (Bullock) dá abrigo a um garoto negro e pobre, e as amigas ricas não compreendem a atitude de Leigh, que acaba sendo até mal interpretada. É um verdadeiro tapa na cara de uma sociedade não acostumada a esse tipo de atitude bondosa e uma prova de que, quando ajudamos ao próximo, o maior beneficiado somos nós mesmos. Ao receber Michael como filho, a família passa por várias transformações para melhor.
Michael Oher (Quinton Aaron, o jovem pobre, no filme) vive como um sem-teto e proveio de uma família totalmente desestruturada. Apesar dessas desvantagens, é dono de um coração bondoso e gosta de proteger as pessoas que ama – o que não se torna muito difícil, já que ele é quase um gigante. A certa altura, graças a seu potencial esportivo, Michael é matriculado na escola em que o filho de Leigh estuda. E assim ele acaba conhecendo a família.
Quando Michael começa a se destacar no time de futebol da escola, desperta o interesse de algumas universidades. Mas, para poder ingressar em qualquer uma delas, ele precisa melhorar – e muito – as notas na escola. Mais uma vez, a família o ajuda a superar também esse desafio. Talvez o título dado ao filme em português tenho sido inspirado nesses desafios e superações de Michael. No original, o título é “The Blind Side”, e tem que ver com a atitude de proteger um colega de time quando ele é marcado em seu “ponto cego” pelo adversário.
É um filme que mostra o que há de melhor no ser humano. Vale a pena ser assistido. E imitado.
Título: DVD Substitutos Título Original: Surrogates Ano de Produção: 2009 Áudio Original: Inglês Elenco: Bruce Willis, Radha Mitchell, Rosamund Pike, Ving Rhames Duração: 89 minutos Faixa Etária: a partir de 14 anos Genero: Acção, Ficção Científica, Thriller
“Os agentes do FBI (Bruce Willis e Radha Mitchell) investigam o misterioso assassinato de uma estudante universitária, relacionado com o homem que ajudou a criar um fenômeno de "substituição" tecnológico que permite às pessoas comprar perfeitas versões robóticas de si próprias - máquinas aptas e bem-parecidas, controladas por telecomando, que posteriormente assumem as suas vidas - possibilitando a cada um desfrutar a vida, indiretamente, através do conforto e segurança da sua casa. O homicídio desencadeia uma investigação para obter respostas: num mundo de máscaras, quem é real? E em quem é que se pode confiar?”
Após ler estas informações em uma locadora, resolvi assistir o filme. Sempre gostei de filmes de ação e filmes com Bruce Willis, mas nunca imaginei que estaria escrevendo uma recomendação para que o mesmo fosse assistido. Lógico que não é uma recomendação para assistir com crianças e muito menos pra assistir em um programa da Igreja, mas sim pra assistir em casa com um grupo de amigos.
O filme começa com a seguinte mensagem: “Olhem para si mesmos. Desconectem-se de suas cadeiras, levantem-se e olhem no espelho. O que estão vendo é como Deus os fez. Não fomos feitos para vivenciar o mundo através de uma máquina.”
No inicio o filme conta a história de como essas máquinas surgiram e depois o filme vai direto para o ano de 2054, onde as pessoas usam substitutos andróides que cumprem todos os afazeres do dia a dia e permitem que seus donos jamais tenham que sair de casa.
Esses substitutos mostram muitas vantagens, pois não envelhecem e nós não ficamos expostos a tudo que compõe uma vida ordinária de trânsito, trabalho, relações sociais, etc.
Em um trecho um substituto chega a chamar os humanos de “saco de carne”, pois os humanos passam mais de 90% do seu tempo deitados num estilo de cama onde controlam os seus substitutos e só experimentam a vida através dos substitutos.
No filme, Bruce em uma de suas falas diz que a aparência dos humanos é bem diferente dos seus substitutos. Uma “bela jovem” substituta pode ser simplesmente um homem gordo, etc.
Quando assisti, fiquei pensando na internet e em seus diversos mundos. Second Life, facebook, Orkut e outras comunidades sociais e principalmente nos chats. Onde muitas pessoas também se passam por algo que desejam ser e ficam horas sentadas viajando nesse mundo virtual onde muitos mudam sua identidade ou se escondem em personagens de chat ou second life.
O filme também fez lembrar de uma situação. Muitos anos atrás, onde os chats eram a moda da internet, estava em um canal (um dos primeiros chats adventistas) conversando com os amigos e descobri que um deles morava três andares acima do meu. Somos conhecidos, mas acredite, naquela época conversamos mais pelo chat do que nas conversas nas dependências do prédio.
Quando tempo perdemos nos mundos virtuais enquanto poderíamos estar aproveitando viver o mundo real.
Acho que já falei muito sobre o filme e prometo que não vou contar o final do filme e a conclusão que o mocinho chegou, mas gostaria de terminar essa indicação voltando ao inicio do filme.
“Olhem para si mesmos. Desconectem-se de suas cadeiras, levantem-se e olhem no espelho. O que estão vendo é como Deus os fez. Não fomos feitos para vivenciar o mundo através de uma máquina.”
Assita o trailer do filme (legendado):
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Última atualização ( Sáb, 13 de Fevereiro de 2010 21:03 )
MÃOS ABENÇOADAS
Dom, 17 de Janeiro de 2010 12:32
Michelson Borges
Se a história de superação pessoal e sucesso profissional do Dr. Benjamin Carson, contada nas páginas dos seus livros, já emocionou e inspirou milhares ao redor do mundo, menor impacto não pode se esperar do filme sobre sua vida. Lançada em fevereiro de 2009, nos Estados Unidos, a produção começou a ser vendida no Brasil em janeiro deste ano (www.allcenter.com.br). Estrelado por Cuba Gooding Jr., cuja semelhança física com o médico impressiona, o filme mostra como o garoto de família desestruturada, com baixo rendimento escolar e temperamento descontrolado, se tornou um dos maiores neurocirurgiões do mundo. Tendo como ponto de partida uma das operações mais difíceis da carreira de Carson, a separação dos gêmeos siameses ligados pela cabeça, o roteiro retrata a infância de “Bennie” e mostra como a influência da sua mãe, da leitura e da fé em Deus foram fundamentais para que ele sonhasse e voasse alto.
Apesar de ser pintado como um homem sensível, religioso, idealista e bom pai de família, o filme decepciona os adventistas que (como eu) esperavam ver alguma referência ao adventismo. Na produção, a fé tem papel importante, mas secundário, na biografia de Carson. O grande mérito de seu sucesso é atribuído à mãe. Embora o drama termine com a bem-sucedida cirurgia de 1987, o “milagre” que consagrou o médico, deixou de abordar, ainda que no material extra, aspectos importantes da vida dele: como o trabalho filantrópico de sua fundação (http://carsonscholars.org), as condecorações que recebeu do governo americano e sua luta contra o câncer de próstata em 2002.
De qualquer forma, ninguém vai se arrepender de assistir Gifted Hands, pois é um estímulo para os jovens, uma homenagem aos pais dedicados e um lembrete a todos os cristãos de que nossas “mãos” são poderosamente abençoadas quando nos colocamos nas mãos de Deus.
(Wendel Lima, jornalista)
Para saber mais sobre o Dr. Ben Carson, leia Ben Carson (1997) e Sonhe Alto (1999). Acesse www.cpb.com.br ou ligue 0800-9790606.
Sáb, 26 de Setembro de 2009 22:34
Michelson Borges
O periódico The Youth’s Instructor, de 17 de outubro de 1944, publicou a seguinte história, relacionada com a grande decepção pela qual milhares de adventistas passaram após o dia 22 de outubro de 1844:
O Sr. John Howlett tinha em sua fazenda uma grande plantação de batatas. Sua esposa Lizzie um dia lhe perguntou:
– John, você não vai colher as batatas? Já passou muito da época de colhê-las.
– Eu sei, eu sei – respondeu ele. – Mas eu não vou colher as batatas.
– Não vai colhê-las? As batatas vão apodrecer embaixo da terra, quando chegar o inverno.
– Não se preocupe, Lizzie, Jesus está para voltar. Não vamos precisar guardar batatas para o inverno. Estaremos no Céu. Também não tenho tempo de colhê-las, pois preciso proclamar a mensagem da volta de Cristo.
– Está certo, está certo – respondeu Lizzie.
A zombaria dos vizinhos de John foi ainda maior quando se constatou que havia ocorrido um erro na interpretação das profecias relacionadas com o ano de 1844. Além de ser considerado louco por não colher as batatas na época certa, John foi também chamado de pregador de uma falsa mensagem. Mas, apesar do equívoco, Deus estava com Howlett e com os demais adventistas.
Com o coração ainda angustiado pelo despontamento, John Howlett resolveu colher as batatas. Naquele ano, uma praga atingiu as batatas que estavam armazenadas nos celeiros, e os vizinhos que haviam zombado de Howlett perderam toda a colheita. As batatas que ficaram no solo, entretanto, não foram atingidas pela praga. Howlett generosamente partilhou com os vizinhos sua colheita e isso impressionou grandemente aqueles que o haviam chamado de louco. Deus cuidara de Seu filho.
Quando assisti “O Fazendeiro e Deus” (Faith Like Potatoes, 2006), lembrei-me da história de Howlett, ocorrida há mais de um século e meio. O filme conta a história real de Angus Buchan, um fazendeiro africano descendente de escoceses. Quando a situação em Zâmbia fica complicada, Buchan vende sua fazenda e se muda com a esposa e os filhos para a África do Sul. Dono de um temperamento difícil e muito estressado com a dura tarefa de transformar um pedaço de terra num local produtivo, Buchan finalmente encontra a paz no momento em que entrega a vida a Jesus. Mas não é “só” isso: ele se torna um homem cuja fé é capaz até de ressuscitar mortos; um pregador simples, porém comprometido com a missão de mostrar às pessoas que Deus é real e se importa com Seus filhos.
Para Angus, a fé tem que ser como batatas: crescem de maneira invisível debaixo da terra, mas são reais como o ar que se respira. A vida dele, como a de muitos preciosos cristãos, é a expressão prática das palavras de C. S. Lewis: "O cristianismo, se é falso, não tem nenhuma importância, e, se é verdade, tem infinita importância. O que ele não pode ser é de moderada importância."
“O Fazendeiro e Deus” é um filme tocante que mostra o quanto Deus está disposto a agir na vida daqueles que se entregam de coração, não importa onde vivam ou quão pecadores tenham sido.
Michelson Borges
Obs.: Há pelo menos uma cena duvidosa no filme. A certa altura, o pai de um menino que havia falecido sonha com o filho e o garotinho diz estar esperando por ele. O ambiente do sonho lembra muito o da nova Terra, o que fará aqueles que creem no sono da morte entenderem se tratar da promessa da ressurreição, já que o menino disse estar esperando e não vendo "lá do Céu" o pai. Os que creem na imortalidade da alma farão outra leitura: que o menino estava consciente após a morte e que o sonho era mais do que um sonho. Assista aqui a verdadeira explicação do que ocorre na morte.
Última atualização ( Seg, 28 de Setembro de 2009 08:18 )
CONQUISTA DE REIS
Sáb, 26 de Setembro de 2009 22:29
Michelson Borges
Depois da destruição da Assíria, os vitoriosos babilônicos ficaram com as terras baixas da Mesopotâmia, as quais transformaram-se na base do novo Império do Oriente Médio, no reino de Nabucodonosor (605-562 a.C.). As terras altas do leste passaram ao domínio dos medos. Em 550 a.C., Ciro, naquele tempo príncipe da Pérsia e vassalo dos medos, rebelou-se e derrotou o rei dos medos, juntando mais tarde medos e persas para fundar o primeiro Império Persa (ou Aquemênida). Com as campanhas seguintes somaram-se Ásia Menor, Babilônia, Afeganistão e, depois da morte de Ciro, o Egito, formando-se assim o maior e mais poderoso império conhecido até então.
Durante o reinado de Dario (522-486 a.C.), o império foi organizado em vinte satrapias (províncias) que pagavam tributos. Dario estabeleceu um código legal completo, uma moeda estável e um eficiente sistema de correios. A natureza cosmopolita do império reflete-se no grande palácio construído por Dario em Persépolis (no sudoeste do atual Irã), onde os estilos arquitetônicos variam desde colunas lídias ou gregas a cornijas egípcias.
A área do palácio ocupava uma extensão aproximada de 270 metros quadrados. A porta principal estava do lado sul. A noroeste do palácio estava localizado o espaçoso aposento do trono, chamado Apadana. O terraço da parte central era sustentado por 36 belas colunas com estrias verticais e capitéis esculpidos, dispostas em seis fileiras de seis colunas cada. No aposento do trono havia muito ouro, prata e pedras preciosas.
A satrapia persa é uma verdadeira delegação de poderes. Ela reconhecia as identidades e as autonomias locais. Cada região conservava sua própria língua, suas leis, seus costumes, sua moral, sua religião e seus deuses (às vezes até mesmo seus chefes, como ocorreu na Fenícia, no Egito e na Palestina). Daí o porquê da relativa liberdade que os judeus dispersos desfrutaram no Império Persa. Esse modo de ver e de organizar as relações entre o soberano persa e as múltiplas etnias vassalas justifica o título de “rei dos reis” usado pelos soberanos aquemênidas.
Esse é o cenário histórico do filme “Conquista de Reis”, baseado na história bíblica de Ester. Xerxes I (ou Assuero) tornou-se rei do vasto império persa cerca de 485 a.C., aproximadamente cem anos depois da queda de Jerusalém sob domínio babilônico. O livro de Ester é, portanto, uma fatia da história da vida dos judeus exilados na Pérsia. Ester descendia desses judeus exilados.
Como sempre acontece nessas adaptações de histórias bíblicas para o cinema, o filme tem alguns detalhes ficcionais, mas em geral é bastante fiel às Escrituras. Com produção de primeira, o elenco conta com ícones como Omar Sharif e Peter O’toole.
Intrigas palacianas, traição, honra, justiça e confiança em Deus são ingredientes da trama. Além disso, o toque de romantismo adicionado à história de Xerxes e Ester torna o filme ainda mais agradável.