"(...) esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3.13,14).
Na Grécia antiga, de quatro em quatro anos, eram realizados os jogos olímpicos. Essas olimpíadas tinham tanta importância que, durante a sua realização, todas as outras atividades eram suspensas; inclusive as guerras. No conjunto de provas, vários esportes eram praticados, mas as corridas eram sempre as mais apreciadas, por permitir uma maior participação dos espectadores, que na ocasião lotavam os estádios.
Há uma lenda que conta sobre uma famosa corredora grega que sempre se sagrava vencedora, especialmente nas corridas regionais. Era impressionante ver-se a agilidade da jovem nos esportes porque a sua destreza superava à de todos os demais atletas que competiam. Isso vinha trazendo aborrecimentos sérios para vários competidores.
Certo dia, um deles planejou um expediente para derrotar sua rival na corrida, que aconteceria nos jogos olímpicos daquele ano.
Seria um investimento de alto custo, mas, com a derrota da sua mais forte adversária, ele seria compensado com os prêmios valiosos que receberia.
Chegado o dia da corrida, ele levou para o estádio várias esferas de ouro puro. Quando foi dado o sinal de partida, ele empenhou-se de tal forma até passar à frente da rival que de início sempre poupava as suas forças. Uma vez à sua frente, enquanto corria, o atleta deixava cair de vez em quando uma das preciosas esferas de ouro. Fascinada pelo brilho intenso do metal e ambicionando tê-lo em suas mãos, a jovem corredora abaixava-se a todo o momento para apanhar as esferas.
Enquanto isto, os companheiros que ela havia deixado para trás aproximavam-se e o dono do projeto já ia muito longe. Quando a competidora percebeu o seu atraso, especialmente em relação ao da frente, já era tarde demais. Reuniu todas as forças em reserva e conseguiu distanciar-se dos que vinham na sua retaguarda, contudo não pôde alcançar aquele que passou à sua frente. Perdeu o prêmio porque tirou os olhos do alvo para se deter, recolhendo as argolinhas de ouro.
Cristo representa para nós o alvo máximo a ser atingido. Somos os atletas, que neste mundo correm perseguindo este alvo supremo. Isto, entretanto, demanda esforço, luta, sofrimento, preparo, confiança e otimismo. É fundamental e necessário esquecer as coisas que deixamos para trás, avançando com os olhos fitos "naquele que nos fortalece"; até possuí-lo em toda a sua plenitude.
Muitas têm sido as derrotas sofridas por competidores, que muitas vezes, apenas por um momento, se deixam iludir com o brilho das glórias efêmeras e passageiras que o mundo oferece, esquecendo-se da sublimidade do "prêmio da soberana vocação" colocado ao dispor dos fiéis.
[Para Refletir - Recebido via Web - Sem informações de autoria]
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